O tênis com o qual você usa é algo muito pessoal que você escolhe, seguindo uma série de critérios, como o tipo de pisada ou o sexo, se é para trilha ou asfalto, mas é bem verdade que em muitas vezes acabamos de ser seduzidos pela publicidade ou pelo modismo, o que acaba fazendo com que não optamos pelo tênis mais adequado às nossas necessidades e, muitas vezes, a nossa realidade, ficando naquela de “quanto mais caro, melhor”.

É bem verdade que um tênis mais caro será concebido com os melhores tecnologia possível e, muito provavelmente, com um material melhor, fora todos os testes e protótipos desenvolvidos para chegar até o modelo em questão, entretanto, antes de gastar uma fortuna com um tênis, devemos primeiramente parar pra pensar e ver o que de fato precisamos, independentemente da aparência e, acima de tudo, do preço. É bem verdade que os tênis de corrida são caros por toda a tecnologia e materiais por trás de sua fabricação, mas, comparado a qualquer outro esporte, é um dos menos caros.

Atualmente, as marcas criam modelos diferentes, dependendo das necessidades que um corredor possa ter, maior flexibilidade versus estabilidade ou amortecimento versus resposta. O erro é não saber a real necessidade, com base em nossas características e tipos de treinamento que iremos realizar.

É curioso, mas no mundo dos tênis de corrida o oposto acontece em outros esportes: à medida que um corredor ganha experiência e técnica, ele pode correr com tênis com menos proteção e menos tecnologias do que um atleta iniciante. Já os corredores iniciantes necessitam de mais tecnologia de amortecimento, estabilidade e ajuste do que um atleta experiente ou profissional.

Outra verdade é que os tênis mais caros tendem a ser mais resistentes e duradouros, o que significa que, na corrida, mais do que em qualquer outro esporte, “o barato é caro”. Quando se aprende a gostar de corrida nenhum corredor veterano economiza na compra de tênis e, em um corredor iniciante, é essencial que o calçado seja da mais alta qualidade para evitar lesões nos joelhos, quadril e articulações, devido ao impacto e repetições dos movimentos.

Outro tópico é que, na entrada da chamada “era do carbono”, muitos tênis acabam se tornando caro em virtude da tecnologia, que busca leveza e máxima propulsão. Esses modelos são caros e inadequados para um corredor que está começando a correr e que, pelo menos no momento, não pode correr tão rápido que tira proveito deles. Tênis de carbono são a febre do momento, mas isso não significa que ele será encaixa nas suas necessidades.

Referente às marcas, existe um estudo realizado pelo site espanhol RunRepeat que com base em 134.867 avaliações de 391 tênis de corrida de 24 marcas diferentes, os tênis mais caros não necessariamente são os melhores. E de feto, o RunRepeat possui um mecanismo de busca de tênis, contando com um enorme banco de dados que facilita a escolha do seu tênis com base na avaliação de outros corredores.

Uma coisa é certa: existem em todas as marcas tênis de qualidade, mas nem todos têm o mesmo preço, pois são fabricados com os mais recentes avanços tecnológicos e após inúmeros estudos morfológicos e biomecânicos. Mas independentemente do preço, sempre haverá um tênis ideal para um tipo de corredor.

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