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Fones de ouvido durante a corrida: distração ou apoio psicológico?

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Correr com fones de ouvido e ouvir música ou um podcast se tornou uma prática cada vez mais popular entre os corredores. Sejam provas oficiais ou em treinos, é cada vez mais comum a prática da corrida por atletas de elite e amadores.

Quanto ao uso em provas oficiais, existem restrições em alguns países. Nos Estado Unidos, por exemplo, o uso de fones de ouvido é considerado uma espécie de “doping musical” desde 2007, fazendo sua proibição na corrida, independentemente do atleta ser amador ou de elite. Já em alguns países europeus, como a Itália, a proibição acontece apenas em corridas de pista, quando há um título ou equipe no meio, premiações em dinheiro. Uma medida que afeta todos os atletas de nível médio e alto e que é mais permissiva para a grande massa de corredores que participam das inúmeras corridas de rua.

VANTAGENS E DESVANTAGENS: Regulamentos à parte, sobre o uso dos fones de ouvido durante a corrida, no entanto, existem alguns pontos fixos. Doping musical à parte, o uso de fones de ouvido é certamente um instrumento que pode ajudar psicologicamente a passar o tempo para aqueles que treinam longas distâncias ou correm regularmente em solidão. Por outro lado, pode reduzir perigosamente o limiar de atenção no controle da respiração e na mecânica de corrida.

PESQUISA RECENTE: Um estudo recente de um grupo de pesquisadores da Universidade de Sassari, iniciado em março 2018 e depois publicado na REVISTA EUROPEIA DE FISILOGIA APLICADA, é muito interessante nesse sentido. Neste estudo, foram realizados testes em um grupo de cinquenta voluntários com idades entre 18 e 25 anos, fazendo-os executar uma série de repetições de dois minutos na esteira (a velocidades entre 8 e 12 km por hora com música entre 80 e 85 decibéis ou sem música). E diante disso descobriram que entre 8 e 10 km por hora, a mecânica de corrida do grupo masculinos é bastante deficiente. O pé repousa no chão muito pesado e pouco reativo. Com riscos relacionados para as articulações. O problema desaparece em 12 km por hora. Ou seja, rodando pelo menos 5 minutos por quilômetro.

ISENÇÃO DE MULHERES: Aqueles que não sofreram nada, a qualquer velocidade, eram mulheres. As razões? De acordo com o estudo, certamente a conformação mais ampla da pelve e sua biomecânica de corrida são diferentes da masculina. Além do aspecto do acidente, fica claro que, em baixas velocidades, a música é a principal fonte de atenção para quem corre. Com danos consequentes para a ação em execução. Com o aumento progressivo da velocidade, a concentração e a atenção dos atletas e corredores são totalmente focadas na mecânica da corrida e no esforço produzido.

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